Um planejamento digital só é tão bom quanto os dados que o alimentam. Boa parte dos atrasos e das idas e vindas em um caso não vem do software nem da cirurgia — vem de exames incompletos, exportados no formato errado ou com artefatos que escondem a anatomia. A boa notícia: com um pequeno checklist, o material chega redondo e o planejamento anda muito mais rápido.
Para planejar um implante com precisão, precisamos de duas informações tridimensionais que se complementam: a tomografia (osso) e o escaneamento da arcada (superfície e oclusão). Vamos a cada uma.
1. Tomografia computadorizada — em arquivos DICOM
A tomografia de feixe cônico (TCFC) mostra o osso, os seios maxilares, os canais mandibulares e as raízes vizinhas. O ponto mais importante: precisamos dos arquivos DICOM originais, e não de um print, de um PDF do laudo ou de uma foto da tela. É o DICOM que carrega o volume 3D real que o software reconstrói.
- Formato: a pasta com os arquivos .dcm (geralmente compactada em .zip), como exportada pelo tomógrafo ou pelo centro de radiologia.
- Campo de visão (FOV): deve cobrir a região a ser reabilitada e as estruturas de referência ao redor.
- Sem artefatos: quando possível, peça ao paciente para retirar próteses removíveis metálicas antes do exame — o metal gera dispersão e dificulta a leitura.
Se você tem o exame em um visualizador do centro de radiologia, quase sempre há uma opção de exportar os DICOM ou baixar a pasta completa. É essa pasta que interessa.
2. Escaneamento da arcada — a superfície e a oclusão
A tomografia mostra o osso, mas não reproduz bem a gengiva e os detalhes da superfície dos dentes. Por isso combinamos o DICOM com um escaneamento 3D da arcada. É ele que define, com fidelidade, onde ficam os dentes, a mucosa e a mordida — informações essenciais para posicionar o implante pela posição protética ideal e para confeccionar um guia que assente com estabilidade.
- Escaneamento intraoral: arquivos STL (ou PLY) da arcada a ser tratada, da arcada antagonista e do registro de mordida.
- Não tem scanner intraoral? Sem problema: uma moldagem de boa qualidade e o modelo de gesso podem ser escaneados para gerar o STL.
3. As informações do caso
Alguns dados clínicos direcionam todo o planejamento. Quanto mais claro o objetivo, mais o projeto reflete o que você espera na cadeira:
- Região / dente a ser reabilitado (ex.: dente 44).
- Sistema de implante de preferência, quando já houver definição.
- Expectativa protética e observações do caso (estética, espaço protético, mordida).
- Fotos clínicas, se disponíveis — ajudam a entender o contexto.
Na dúvida sobre protocolo de tomografia ou sobre como exportar os DICOM do seu centro de radiologia, fale com a gente antes de solicitar o exame. Alinhar FOV e formato na largada evita repetir a tomografia do paciente.
Checklist rápido antes de enviar
- Pasta de DICOM (.dcm) da tomografia, completa.
- Escaneamento em STL: arcada, antagonista e mordida (ou modelo para escanear).
- Região/dente, sistema de implante e expectativa protética.
- Fotos clínicas do caso, se houver.
Com esse material em mãos, fazemos a reconstrução 3D, posicionamos o implante virtualmente e conferimos cada corte antes de liberar o guia cirúrgico. Quer ver como é esse fluxo depois do envio? Conheça o nosso planejamento digital.